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Treinador de Futsal, Graduado em Educação Física - UFMG, Especialista em Futsal e MBA em Gestão de Pessoas

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Contra-ataque: A ´´transição´´ para a vitória

 

Estudos realizados por  Silva & Costa (2004) e SIlva et al. (2005) mostraram que o contra-ataque é uma das fases do jogo  de futsal mais eficientes . Esses estudos compararam ações de ataque, contra-ataque e bolas paradas  em campeonatos brasileiros e mundiais das categorias de base (sub-15, sub-17 e sub-20).

Mas o que isso quer dizer???

Que essa fase do jogo foi responsável pelo maior numero de gols assinalados nas competições analisadas.

E pode se inferir sim (aqui com um percepção subjetiva, embasada em alguns estudos que comprovam esses fatos), que o maior numero de gols nos jogos de futsal acontecem em vantagens numericas (porém,  o contra-ataque não depende de vantagem numerica, mas sim de um desequilibrio da defesa adversária).

Então pode-se concluir que essa fase do jogo é a mais importante????

Acredito que não, o jogo de futsal é muito complexo para podermos hierarquizar fases dele.

Pois, para se contra-atacar é preciso ter uma defesa equilibrada e agressiva que vá desarmar e gerar possibilidades dessa transição ofensiva.

Para contra-atacar o ataque deve ser consistente e consciente para que propicie o menos possível essa situação para o adversário. Portanto, é impossível isolar as situações do jogo.

Agora é possível sim, condicionar sua equipe a ser eficiente nessa situação e em contrapartida também minimizar as problabilidades de tomar um gol nessa fase do jogo.

Você tem claro, ou os seus jogadores têm claro como eles devem se comportar nessa situação?

Treinar 2x1, 3x2 ou 4x3 não é suficiente para que condicione um time a decidir jogos nesse tipo de transição ofensiva. Esse tipo de treino  situacional (de estruturas funcionais) é aleatório demais para que algo se torne algo coletivo,  sistematizado!!

Além disso, para que o treino de contra-ataque seja efetivo é necessário uma pressão de tempo, seja a do relógio ou do próprio retorno do adversário (o que as equipes qualificadas obviamente realizam).

Quando se defende um contra-ataque  o goleiro atuará de que forma? O defensores fecham a ala, meio, sobem, descem????

É importante  elaborar princípios nos quais o treinador acredite serem fundamentais para que essa situação cumpra o objetivo dela, que é na pior das hipoteses finalizar ao gol adversário. E além disso, planejar exercícios que concretizem o que foi estabelecido.

E ai, quando se contra-ataca conduz a bola, ou passa a bola, ou depende?

Muitos treinadores acreditam que seja importante fixar o marcador adversário para que essa vantagem se torne ainda maior, mas e quando se joga contra uma defesa na qual o homem mais próximo da bola ´´estoura´´ o contra-ataque. O que fazer?

Outros treinadores acreditam que o passe em velocidade seja fundamental para o contra-ataque. Mas e se esse passe colocar a defesa em equilíbrio, impedindo que a vantagem numérica seja gerada, ou seja, uma possibilidade 3x2 se torna um 2x2.

Não sou defensor de verdades absolutas, mas a forma escolhida deve ser transferida para os atletas, para que o goleiro e defensores atuem todos pensando da mesma forma,  e que ao se ´´desenhar um contra-ataqe cada um saiba para onde ir, e que possibilidades de decisão possuem, o que naturalmente diminuirá as chances de dar errado.

Outro exemplo da importância dessa coletividade se chama Retorno defensivo.

AHHHH!!!!!!  Mas isso é simples, é só correr pra trás!!!!

De forma alguma! Correr só para trás não é suficiente, deve-se correr para trás com qualidade. Retornar por retornar ainda sim dá possibilidade do adversário concluir a situação. Agora correr de forma organizada, de forma coletiva,  sincronizando o retorno com a ´´temporização´´  (os espanhóis usam esse termo) dos defensores pode fazer muita diferença.

O contra-ataque pode sim, trazer muitas vitórias, mas contra-atacar requer além de correr, tomar as decisões certas,  dentro daquilo que foi estabelecido pelo modelo adotado….

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